Programação

(São Paulo - SP)

“A matéria dos sonhos são as memórias, mas a direção dos sonhos são os desejos.”

Durante a quarentena de 2020, essa frase de Sidarta Ribeiro instigou a atriz Andrea Tedesco a solicitar que seus amigos lhe enviassem áudios narrando os sonhos que haviam tido ou que ainda viessem a ter. Esses áudios, juntamente com outros tantos de teor cotidiano, ficcionais e reais, foram organizados pela atriz para compor o espetáculo performático ¡Te Extraño!.

A dramaturgia de ¡Te Extraño! aborda o período do isolamento social de 2020, devido à pandemia de covid-19, sem no entanto repisar ou reproduzir a violência do período. Porém, também não se esquiva de tangenciar essa violência por outras vias como a onírica e a ritualística. ¡Te Extraño! propõe, através de uma dramaturgia aberta à participação do público, que nos debrucemos coletivamente sobre a matéria dos sonhos.

Ficha técnica:

Criação e performance: Andrea Tedesco

Colaboração artística: João Pedro Ribeiro e Pedro Canales

Provocação artística: Janaina Leite

Sonoplastia e técnico de som: Pedro Canales

Técnico de vídeo e streaming: João Pedro Ribeiro

Técnica de luz: Camille Laurent

Produção: Anayan Moretto

(Jundiaí-SP)

O que é uma peça se não um encontro? O que é uma festa se não um encontro? Sim, peças e festas são encontros. E peças de teatro online e festas de aniversário online se estabeleceram como alternativa à impossibilidade dos encontros.

Convite Para Minha Festa De Aniversário é uma peça-festa-online: três atrizes organizaram esse evento teatral para comemorar seus aniversários de 40 anos. As atrizes são as aniversariantes da festa e os espectadores, seus convidados. Um jogo interativo onde os espectadores-convidados são chamados a dançar, conversar, bebericar, rir, chorar, refletir, acender velinhas, cantar parabéns, enfim… comemorar esse encontro em que se misturam o teatro, a performance, o prosaico, o sagrado, a atuação, a vida.

Ficha técnica:

Direção Cênica: Kiko Marques

Dramaturgia: Tábata Makowski

Elenco: Caroline Ungaro, Laura Argento, Tábata Makowski

Direção Musical: Uli Costa

Direção de Arte: Juliana Fernandes

Desenho de Luz e Backgrounds: Rebeca Konopkinas

Desenho Gráfico: Giovana del Masso

Coreografias: Bruno Fonseca

Técnica de luz: Iara Zanatta

Técnica de vídeo: Rebeca Konopkinas

Técnica de Áudio: Camila Godoi

Operação de som e vídeo: Giovanna Naso

Produção: UM núcleo de teatro

(São Paulo – SP)

A história começa a ser contada em 1882 com Maria do Pílar, ainda uma jovem mulher, escrevendo sua primeira carta, dentro do hospital psiquiátrico, para a sua família. Nela aparecem os relatos de sua rotina, a convivência com as companheiras, os tratamentos médicos, a falta que sente do mundo externo e de tudo que lhe foi tirado à força.

A partir daí, durante os próximos 30 anos acontecerá uma série de troca de cartas com familiares e amigos. Pílar sempre afirma estar lúcida e saudável, além de pedir, implorar, por uma alta médica. Todas as respostas começam com palavras de conforto e incentivo, falando que a internação é somente por um período e que em breve será transferida.

Ficha técnica:

Texto: Sandra Massera

Direção: Dan Rosseto

Direção de produção e tradução: Fabio Camara

Elenco: Carolina Stofella

Cantor: Gilberto Chaves

Figurinista: Kléber Montanheiro

Iluminador: César Pivetti

Cenografia: Dan Rosseto

Visagismo: Louise Hèlene

Operador de luz: Herick Almeida

Operador de som: Beto Boing

Operação de vídeo: Luiz Motta

Fotos: Thaís Boneville

Designer gráfico: Leilane Bertunes

Assessoria de imprensa: Fabio Camara

Social Mídia: Kyra Piscitelli

(Piracicaba – SP)

Enraizada em outras terras, Druvalina tem o sonho de contar sua história em um livro. E Giovani, seu filho do meio, dá vida a ela no palco. O monólogo traz a trajetória de uma mulher que foi desplantada de sua terra em busca de uma vida melhor, fugindo de situações que poderiam fazer o livro de sua vida ter poucas páginas. O quão belo é ser mãe meio a suas dificuldades, desde a descoberta ao carregar sua prole? Tal história leva a outros temas como violência doméstica, a força da sobrevivência e o poder da humanidade brasileira diante ao sistema imposto.

Ficha técnica:

Direção: Mariana Defendi

Elenco: Giovani Bruno

Contrarregras: Melina Ducatti

Dramaturgia: Giovani Bruno

Técnico de Som: Roberto Tadeu do Amaral Junior

Técnico de Luz: Raphael Domenico Pinheiros

Técnico Áudio Visual: Gabriel Àvila

Produção: Roberta Vigatto e Simão Henrique

(São Paulo – SP)

Sob o pretexto de representar a peça A mais forte, de August Strindberg, duas atrizes e uma performer sonora se lançam em um jogo pelo qual intercambiam diversos papéis, explorando com humor ácido as construções heteronormativas do feminino sugeridas pelo texto. Indo mais longe: elas desafiam o autor sueco pela exposição de um disparador imprevisto: o corpo lésbico reivindicando o protagonismo da cena. O que diria Strindberg disso tudo?

Ficha técnica

Direção Geral e Dramaturgia: Silvana Garcia

Elenco: Ana Paula Lopez, Sol Faganello e Camila Couto

Texto: Silvana Garcia, Ana Paula Lopez e Sol Faganello

Dramaturgia Sonora: Camila Couto

Direção de Movimento: Ana Paula Lopez

Direção de Arte: Sol Faganello

Iluminação: Sarah Salgado

Operação de Luz: Giulia Valetim

Performance Sonora e Operação de Som: Camila Couto

Direção Audiovisual: Silvana Garcia e Sol Faganello

Direção de Streaming e Operação de Transmissão: Vitor Vieira

Teasers e Vídeos: Sol Faganello (Direção, Edição e Roteiro); Ana Paula Lopez (Roteiro); Camila Couto (Trilha Sonora Original)

Operação de Câmera: Camila Picolo e Marina Brito

Costureira: Silvana Carvalho

Arte Gráfica: Sol Faganello e Camila Couto

Fotografia do Espetáculo: Maria Fanchin

Assessoria de Imprensa: Nossa Senhora da Pauta

Mídias Digitais: Camila Couto

Direção de Produção: Sol Faganello

Produção e Realização: DAMAS Produções

(São Bernardo do Campo – SP)

Livremente inspirada no manifesto “Falo pela minha diferença”, do ativista chileno Pedro Lemebel, trata-se de uma peça-manifesto onde cada artista traduz em cena seu lugar de fala, revelando a vivência como algo que se inscreve no corpo e na carne: a experiência como discurso da bicha preta periférica, da mulher gorda, da mulher negra, do homem trans, do corpo solitário, da mulher oprimida pela religião, da sapatão. Um encontro vivo, mas nem sempre confortável com o outro. Através da recusa do silêncio, estes corpos dizem de si para revelar e fazer ver a perversa estrutura que alimenta discursos e mecanismos racistas, homofóbicos, misóginos e transfóbicos, e tensionar em nós o que é reprodução da norma e incapacidade de desprogramar o previsto.

Ficha técnica

Direção, concepção e pesquisa: Ronaldo Serruya

Manifestantes: Ailton Barros, Ana Vitória Prudente, Bernardo Gonzalez, Camila Couto, Carlos Jordão, Ericka Leal, Gabi Costa, Mateus Menezes, Patrícia Cretti e Tatiana Ribeiro

Fotografia: Jonatas Marques e Leonardo Waintrub

Criação da trilha e técnica de som: Camila Couto

Criação e operação de vídeos: Sol Faganello

Técnica de Luz: Paloma Dantas

Produção: Tatiana Ribeiro, Gabi Costa e Mateus Menezes

(São José dos Campos – SP)

Uma doença percorre as mulheres de uma família: avó, mãe e filha. Enquanto a filha discorre sobre a doença, ela percorre suas memórias, que vão sendo perdidas, deixadas pelo caminho. Durante o percurso, dúvidas, incertezas, relações familiares e questionamentos sobre a vida e os cuidados com a doença são trazidos à tona.

Ficha técnica:

Direção: Caren Ruaro

Dramaturgia: Rogério Guarapiran

Coordenadora Artística de Visualidades: Cy Medeiros

Iluminador: Claudio Mendel

Sonoplasta: Marco Antonio Machado

Diretor de Audiovisual: Leo Grego

Atriz e Produtora: Simone Sobreda

Técnica de Luz: B.R. Gabs

Técnico de Som: Rachid Severino

Técnica de Vídeo: Aline Cristina Pereira dos Reis

Fotógrafas: Sandra Pagano e Melissa Rahal

Intérprete de Libras: Sara Elisiê

Orientadora Corporal: Marie Bueno

Vozes em off: Mailso Atankevcz, Eduarda Rafaela Roth e Valéria Rosa de Souza

Vozes das Filhas: Letícia Hatsue Sobreda Doi e Esther Sobreda Dietrich


(São Paulo – SP)

Um palhaço busca ajuda numa sessão de terapia. Esse é o pano de fundo para a adaptação teatral do romance homônimo “Pontos de Vista de Um Palhaço”, do alemão ganhador do Prêmio Nobel Heinrich Boll. Nesse solo, interpretado por Daniel Warren (indicado ao Prêmio Shell – 2017 por esse trabalho) e dirigido por Maristela Chelala, a alteridade existente entre o artista e seu personagem é explorada com o objetivo de criar reflexão sobre as máscaras sociais.

Utilizando a linguagem da palhaçaria, onde o humor e a risada são o parâmetro, o espetáculo busca em sua estrutura estabelecer uma relação descontraída com o público. Ao mesmo tempo, ao longo da performance, se desnudam outros aspectos, ora dramáticos, ora absurdos, na intenção de construir um retrato profundo da natureza humana.

Ficha técnica:

Concepção: Maristela Chelala e Daniel Warren

Dramaturgia e Direção: Maristela Chelala

Elenco: Daniel Warren

Preparação em técnica de palhaço: Ésio Magalhães

Cenário: Marisa Bentivegna

Figurino: Carol Badra

Trilha Sonora: Frederico Vasconcelos

Video: Andrea Dupré

Iluminação para transmissão: Rodrigo Damas

Transmissão para web (vídeo e áudio): Marcelo Moraes

Produção transmissão online: Andrea Dupré

com mediação de Paula Autran

e participação de:

Andrea Tedesco, dramaturga, diretora e performer de ¡Te Extraño!

Tati Ribeiro, produtora de Plantar cavalos para colher sementes

Tábata Makowski, atriz e dramaturga de Convite para minha festa de aniversário

Maristela Chelala, dramaturga e diretora de Ponto de vista de um palhaço

com mediação de Paula Autran

e participação de:

Simone Sobreda, dramaturga de Memórias Perdidas – a noite que se aproxima

Mariana Defendi, diretora de Arraigada – a saga popular de uma heroína

Sol Faganello, atriz de Senhora X, Senhorita Y

Carolina Stofella, atriz de Loucas